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Palestinian Grassroots Anti-apartheid Wall Campaign

Aos Movimentos no Brasil: Vamos ficar juntos contra a opressão

Da Palestina acompanhamos com grande preocupação os desenvolvimentos no Brasil. Condenamos o golpe contra o  governo democraticamente eleito, e estamos desolados com a rapidez com que o golpe governamental começou a implementar o seu programa, acumulando politicas de ataque aos direitos do povo brasileiro e globalmente. Infelizmente, estes desenvolvimentos vêm no contexto mais abrangente em que se observa governos que assumem o poder que defendem explicitamente os interesses de pequena elite nacional tal como globalmente defendem os interesses imperialistas.

Não é uma surpresa que o governo ilegítimo do Brasil, ao mesmo tempo que ataca os direitos do povo brasileiro, tem feito tudo para mostrar a sua lealdade a Israel e aos seus interesses. Os média israelitas celebraram largamente o golpe do governo como positivo para os interesses da região, e tem sido recompensada até ao momento com uma agressiva retorica pro-Israel e com os seus esforços para sufocar qualquer voz em favor da Palestina e dos Direitos Humanos.

O primeiro forte posicionamento no foi no comunicado do ministro dos negócios estrangeiros brasileiros a ameaçar reverter o voto do país na UNESCO na defesa da Velha Cidade de Jerusalém e contra as medidas unilaterais do poder ocupante restringindo o acesso á área. A resolução passou em Abril com 33 votos de 58. Dois dias depois, parcialmente devido á mudança de posição do Brasil, a UNESCO teve de por na prateleira uma proposta semelhante.  

A nível interno, estamos preocupados por ver a liberdade de expressão e a liberdade académica em relação á Palestina a ser boicotada. Depois da expulsão de Thomas de Toledo da Universidade Paulista por ter sublinhado num artigo as similaridades dos interesses de Israel e o do golpe do governo, agora o ministro brasileiro da educação infringiu gravemente a liberdade académica da Universidade Federal ABD de São Paulo, proibindo ao curso ensinar sobre “Relações de “Brancura” e regimes racistas: Apartheid, Nazismo e Sionismo.

Nós temos durante anos feito campanha junto com a sociedade civil no Brasil, contra laços militares, comerciais e culturais com o regime de Apartheid israelita, colonialismo e ocupação. Hoje nós vemos a liberdade de discutir estes assuntos atacada. A censura está de volta no Brasil.

Estas politicas Macartistas e a atmosfera no Brasil lembram-nos os anos da ditadura e as próprias politicas de Apartheid de Israel, que proíbe as comemorações do Nabka (a destruição de cerca de 500 comunidades palestinianas para a criação do estado de Israel), tanto como proíbe os pedidos de responsabilização do estado e das empresas pelos seus crimes contra o povo Palestiniano e as leis internacionais, através de boicotes, desinvestimento e sanções. A apenas alguns dias atrás, Samah Dweik foi sentenciado a seis meses de prisão por posts no facebook. Ele é 1 de 20 jornalistas e 1 de 7000 palestinianos em prisões israelitas.

Israel apoia golpes e ditaduras na América Latina desde os anos 70. As suas empresas tem treinado esquadrões da morte destes países, e desenvolvido sistemas de repressão. Israel claramente ganha com o golpe do Brasil e a virada á Direita na Améria do Sul, e os seus próprios meios de comunicação social não o escondem. Israel posiciona-se com aqueles que defendem os interesses dos ricos, dos proprietários e elites dentro da conjuntura neocolonial e imperialista da ordem mundial actual.

Enquanto a pressão dos movimentos sociais na Palestina conseguiu que o governo democraticamente eleito se distancia-se do contrato entre o Comité Olímpico Rio16 com a ISDS, a empresa de “segurança” israelita envolvida em varias ditaduras assim como esquadrões da morte, e também em cooperação com a infame BOPE no Rio de Janeiro, no entanto vemos crescente confiança do Brasil dos agente de repressão Israelitas.

A actual escalada na brutalidade contra comunidades negras e comunidades das favelas no Rio de Janeiro, tal como a aberta admissão por parte do governo que a Mossad Israelita está a operar no Brasil para apoiar a repressão do estado, são noticias dramáticas não só para o povo Palestiniano. A exportação de métodos de israel e de tecnologia de repressão e de descriminação racial está a afetar e ameaçar as pessoas do Brasil e em todo o mundo.

Nós estamos com todos aqueles que lutam pelos Direitos das pessoas, liberdade e justiça – sempre. Nós expressamos a nossa solidariedade com todos aqueles a lutar no Brasil e querem continuar a trabalhar juntos por um Brasil justo, social e livre assim como por uma Palestina livre de ocupação Israelita e sem Apartheid.

 

Organizações membro:

  • Stop the Wall Campaign
  • Sindicato dos Agricultores Palestinianos
  • Nova Federação Palestiniana de Sindicatos do Comercio.
  • O Concelho Popular de Proteção do Vale do Jordão
  • O Fórum da Juventude da Palestina
  • Associação pelos Direitos dos Agricultores e pela Preservação do Ambiente
  • Centro de Mulheres pelo Desenvolvimento Social

 

A coligaçao de defesa da terra

http://www.caribflame.com/2016/04/attempted-coup-in-brazil-seeks-to-reverse-election-results/
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